quarta-feira, 3 de março de 2010

O que não entendemos

Já parou pra pensar sobre o que fala aquela música que você ama cantar?

Não em todo o lugar, mas em boa parte do mundo vemos um avanço considerável de pessoas que pensam falar inglês. Assistir um filme legendado, ou cantar uma música – mesmo que a letra saia errado no final – é típico do jovem modernista do século 21.
Agora, será que alguma vez eles já pararam pra pensar nas coisas que eles estão falando? A resposta é não. Simples: eles apenas são persuadidos por um ritmo – que muitas vezes é um pop, electropop ou pop/dance – que os faz viciar em um Créu internacional.
Um Grande exemplo disso é a cantora Britney Spears, cujo passado provavelmente a faria ser um terror da sociedade, um Satanás encarnado. Eu disse faria. A juventude de hoje ama coisas do gênero. Seja com letras no estilo de “3”, que falam em “Sair a noite, e fazer sexo enquanto dançamos na balada”, ou até uma Ke$ha, que nos traz uma “Noitada sem fim onde os marmanjos estão passando a mão em mim”.
E esse é só o começo de uma lista incansável de músicas que, por incrível que pareça, emplacam a primeira posição da Billboard (Revista de música americana, que mostra quem vendeu mais, quem vendeu menos e afins) e que acabam caindo no celular dos garotos que acham que estão aprendendo alguma coisa nova no inglês que poderá ser usada no vestibular.
E aí, eu pergunto a eles: É isso que vocês vão por no vestibular? É nisso que vocês querem passar a vida? Ironicamente, eles dirão sim. Mas, no fundo, eles ficarão se perguntando se é isso mesmo que eles querem.
Como nem tudo é uma escuridão, o “fundo” das 200 da Billboard em 99% dos casos é a salvação – 1% pertence à Taylor Swift, com suas letras românticas bobinhas, que são bonitas e que vêm do fundo de sua alma. Como sentimos isso? Simples: a música deveria ser uma forma de expressão de alguma pessoa, por isso ainda hoje temos alguns artistas em que sentimos mesmo toda a agonia ou alegria daquela letra, só pela voz. São artistas como Alyson e Amanda Michalka (cujo os CDs nem sequer chegaram a entrar em solo brasileiro), Savannah Outen ou até mesmo Orianthi, que salvam a decadência da população, muitas vezes gerada por uma música de fundo no Big Brother Brasil.
Músicas sobre problemas da sociedade, sobre ser persistente em seus sonhos, e até mesmo sobre problemas no relacionamento são apenas alguns temas dessas mentes brilhantes, que estão cada vez mais sendo ofuscadas por Lady Gagas da vida, ou pela MTV – que mesmo com a audiência mais baixa do que a RedeTV! Ainda consegue ser muito difundida oralmente – que deixa muito a desejar em sua “programação musical”.
A desculpa desse pessoal para não gostar do Créu ou do Rebolation, é a letra. Agora, será que eles já pararam pra pensar que a letra mostrada em suas músicas favoritas é praticamente do mesmo nível?

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